Miguel Pinto-Correia

A economia política e a autonomia regional constituem o eixo central do meu trabalho enquanto economista e ensaísta, desenvolvido ao longo da última década nas áreas da governação europeia, fiscalidade internacional e organização institucional das regiões insulares. A minha escrita procura ligar análise técnica rigorosa a reflexão política estruturada, recusando a separação artificial entre economia, direito e poder. Sou formado em Economia e Estudos Europeus, com experiência profissional em consultoria fiscal, compliance e desenvolvimento estratégico em contextos altamente regulados. Essa trajetória moldou uma abordagem focada na leitura estrutural dos sistemas económicos e jurídicos, nas assimetrias territoriais que produzem e nos limites do modelo centralista de governação que domina grande parte da Europa contemporânea. No domínio da economia política e da autonomia regional, tenho mantido uma presença regular no espaço público enquanto colunista e ensaísta, abordando temas como competitividade regional, soberania económica, regimes fiscais diferenciados e o enquadramento das regiões ultraperiféricas no direito e nas políticas da União Europeia. Grande parte desta reflexão incide sobre a Região Autónoma da Madeira, enquanto estudo de caso paradigmático das tensões entre centralismo estatal, integração europeia e necessidades específicas das economias insulares. Estas análises dialogam com o quadro jurídico europeu, nomeadamente com o artigo 349.º do TFUE, e com modelos comparados de autonomia em territórios insulares e ultraperiféricos. Sou autor de Heráldica Madeirense – Proposta de Ordenamento Regional, um ensaio sobre símbolos, identidade e ordem institucional, e de Madeira – Um Caminho para a Autonomia Plena ou a Independência, obra de natureza programática que propõe uma reflexão exigente sobre o futuro político da Região Autónoma da Madeira à luz da economia política e da autonomia regional. Ambos os livros integram uma linha de pensamento que recusa a neutralidade aparente das soluções técnicas quando estas ocultam opções políticas, relações de poder e constrangimentos institucionais. Paralelamente, desenvolvi diversos projectos de heráldica pessoal e corporativa, com destaque para os brasões de armas da Diocese do Funchal e do Tribunal Eclesiástico da respetiva diocese. Este trabalho insere-se numa reflexão mais ampla sobre cultura institucional, legitimidade simbólica e continuidade histórica das comunidades políticas. Este blog nasce como um espaço autoral de pensamento e intervenção em economia política e autonomia regional. Não é um órgão partidário, nem um exercício de comentário circunstancial. É um espaço de ensaio, crítica e proposta, onde economia, direito, política e cultura institucional são tratadas como dimensões inseparáveis da vida pública. As posições aqui expressas são exclusivamente minhas e não representam instituições, empregadores ou interesses organizados. A independência intelectual é entendida não como adorno retórico, mas como condição necessária para pensar com clareza e escrever com responsabilidade sobre o presente e o futuro das regiões insulares na Europa.

Futuro Nulo?

Em 2030, 800 milhões de postos de trabalho irão desaparecer graças ao crescimento da automação e da inteligência artificial. Falo num mero prazo de 12 anos, mais ou menos o mesmo que dois mandatos do atual Presidente da República.   O McKinsey Global Institute, responsável pelo estudo do impacto da automação e inteligência artificial, apurou […]

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Escola Pública vs. Escola Privada

Muito se tem debatido nos últimos tempos sobre a subsidiação dos estabelecimentos de ensino privados/cooperativos. Esgrimam-se argumentos da direita à esquerda, ora a favor, ora contra, as escolas privadas e cooperativas.    Se é verdade que instituições de ensino privadas/cooperativas não deverão, em teoria, ser subsidiadas aquando da existência nas proximidades de instituições de ensino

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Natal Pagão

  A História da Religião mostra-nos o quão de pagão tem o Natal celebrado por milhões de Cristãos em todo o mundo. Facto é que a esmagadora maioria das religiões celebra pelo menos uma das suas maiores festividades em torno do Solstício de Inverno.   Os Romanos tinham, desde 497 A.C., as Saturnalias, em honra

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Quero um Rei (ou uma Rainha)

Numa Monarquia Constitucional, como aquelas que temos na Europa, em alguns países asiáticos, e nas Américas, o ditado é “o Rei (ou a Rainha) reina, o Primeiro-Ministro governa”. Resumindo assim a vantagem do sistema monárquico parlamentar democrático face à “forma republicana de Governo”.   David Garcia, falecido Co-Fundador da Plataforma Cidadania Monárquica, resumia, e muito

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(In)Civilidade

A poucos dias da maioria dos Portugueses entrarem, oficialmente, naquele período conhecido como Advento/Festa, momento alto das tradições Cristãs Portuguesas, importa refletir sobre a (in)civilidade dos mesmos.   Comecemos pela falta de consideração pelo próximo evidenciada especialmente na forma de conduzir e a qual conhece a sua expressão máxima na incapacidade dos condutores “fazerem pisca”.

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Inovação?

Nem Portugal, nem a União Europeia, farão parte da lista de inovadores responsáveis pela disrupção, e criação, da economia do futuro. Esse papel será assumido pela República Popular da China (RPC) Senão vejamos:    Inteligência Artificial: O Conselho de Estado da RPC já determinou que em 2030 o país será a potência mundial em inteligência

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Duna, 1965

Princesa Irulan da Casa Corrino – DunaArtista: Greg Ruth Frank Herbert (1920-1986) foi um fotógrafo da Marinha dos EUA, veterano da II Grande Guerra Mundial, escritor de discursos do Senador Guy Gordon, pelo estado de Oregon, e autor da saga de ficção científica mais vendida de sempre, “Duna”.    Foi através desta saga que Herbert

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Das 9h às 17h

Será que Sua Excelência o Vice-Presidente do Governo Regional, o Dr. Pedro Calado, tem verdadeiramente consciência daquilo que é um mercado de trabalho racional e Europeu?    Faço esta pergunta porque no passado dia 28 de Outubro, e num discurso contrário à matriz social-democrata e “Sá-Carneirista” daquilo que é entendido como sendo os verdadeiros Direitos

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