A 9 de Maio de 1386 a aliança diplomática entre Portugal e Inglaterra foi ratificada pelo Tratado de Windsor. O tratado de paz mais antigo da Europa foi finalizado através do casamento de Sua Majestade João I Rei de Portugal com Philippa de Lancaster. A garantia de apoio e compreensão mútua entre os países sobreviveu a séculos de convulsões, conflitos na Península Ibérica e ao noivado de ambas as partes em numerosas guerras. A relação histórica foi cimentada em 1386 e persevera até aos dias de hoje. – Jessica Brain
No entanto, e com o advento do Brexit, a República Portuguesa prepara-se para ignorar o seu mais antigo aliado e parceiro da NATO no que ao exercício dos seus direitos de soberania diz respeito. Sim, Portugal e o seu Governo geringonça, já afirmaram que apoiam a Argentina nas pretensões desta relativamente ao Território Ultramarino Britânico das Falklands (também conhecido como Ilhas Malvinas). Note-se ainda que a Argentina já pediu ao Ministério dos Negócios Estrangeiros que o referido território seja, imagine-se, considerado como “zona de litígio”!
Alguns países são favoráveis à Argentina, nomeadamente Itália, Espanha, Portugal, Suécia, Áustria e Grécia”, acrescentou o analista que preside ao Instituto Interdisciplinar para as Relações entre Europa, América Latina e Caraíbas, em Bruxelas. – Christian Ghymers
Depois de anos de aliança militar e diplomática com o Reino Unido, incluindo o apoio durante a Guerra das Falkland em 1982, Portugal ignora por completo a vida de soldados britânicos e cidadãos das Falklands perdidas aquando da invasão da então ditatorial Argentina. Mais grave ainda, Portugal ignora a vontade do Povo das Falkland em permanecerem como território britânico.
Quanto ao futuro político-administrativo de Gibraltar ainda não se sabe as intenções do Governo da República. Irá este apoiar o país vizinho, o Reino de Espanha, ou o seu mais antigo aliado, o Reino Unido.
E já agora qual a posição de Portugal relativamente aos restantes 12 Territórios Ultramarinos Britânicos (Anguila, Bermuda, Território Antárctico Britânico, Território Britânico do Oceano Índico, Ilhas Virgens Britânicas, Ilhas Caimão, Montserrat, Ilhas de Pitcairn, Henderson, Ducie e Oeno, Santa Helena, Ascensão e Tristão da Cunha, Ilhas da Geórgia do Sul e Sandwich e as Ilhas Turcas e Caicos)? Vai a República Portuguesa ignorar a vontade soberana destes Povos insulares em permanecerem como territórios britânicos!?
Ficam ainda duas perguntas, às quais certamente o Governo da República não irá responder: A Argentina (e Espanha) apoia, essas sim, legítimas e legais pretensões (se é que ainda existem) da República Portuguesa sobre Olivença? Dada esta nova vertente anti-ultramarina da República Portuguesa, apoiará a mesma a independência da Madeira (afinal o “colonialismo” quando é abortado, tem que ser abortado para todos)?

