transumanismo Neuralink

Démarche: Neuralink

A condução bem-sucedida de um transplante Neuralink por Elon Musk reacende e preocupações sobre o transumanismo.

O trashumanismo esconde-se por detrás de simples argumentos como a melhoria da vida das pessoas e da sua saúde, porém nada é tão simples como parece.

A ideia de melhorar as capacidades humanas através de tecnologias como o Neuralink leva a preocupações sobre brincar de Deus, alterando o que significa ser humano e potencialmente criando desigualdades na sociedade onde apenas alguns podem pagar por essas melhorias. No final do dia podemos vir a nos deparar com um cenário onde apenas os ricos podem pagar estas melhorias, criando-se uma divisão maior entre os “melhorados” e os “não melhorados”, levando à
estratificação social e à discriminação.

Às desigualdades sociais existe ainda o receio de que a dependência da tecnologia para melhorias cognitivas ou físicas possa diminuir as capacidades humanas inatas ou o valor atribuído às experiências e emoções humanas. Tal poderá levar à perda de certos aspectos daquilo que nos torna exclusivamente humanos.

As interfaces cérebro-computador, como as desenvolvidas pela Neuralink, podem representar riscos significativos à privacidade e à autonomia. Quem controla os dados recolhidos e como poderão ser utilizados? É caso para dizer que estamos potencialmente sob uma nova forma de vigilância ou manipulação sem precedentes.

Existe ainda o perigo de que tais tecnologias possam ser utilizadas para controlar ou manipular indivíduos, seja por governos, empresas ou outras entidades. Além disso, a tecnologia pode, no limite, ser abusada para fins prejudiciais, como a criação de supersoldados sem emoções ou a manipulação de indivíduos contra a sua vontade. Num cenário distópico estamos perante total perda da liberdade e autonomia individuais

Os efeitos a longo prazo da integração da tecnologia com o corpo e o cérebro humanos são em grande parte desconhecidos. O que levanta também preocupações sobre riscos imprevistos para a saúde, impactos psicológicos e o potencial de mudanças irreversíveis na cognição e no comportamento sócio-afectivos dos implantados.

O transumanismo desafia as compreensões morais e filosóficas tradicionais da vida humana, da identidade e do mundo natural. Levanta questões sobre o que significa ser humano e os limites éticos do uso da tecnologia para alterar as capacidades humanas.

O transumanismo defendido por Elon Musk é um total paradoxo face à sua posição pública sobre a inteligência artifical.

Posto isto deixo para reflexão a posição de Rudolf Steiner, filósofo suíço, e peço ao leitor que onde ler “vacina” substitua essa mesma palavra por “chip”:

“No futuro eliminaremos a alma com remédios. Sob o pretexto de um ‘ponto de vista saudável’, haverá uma vacina pela qual o corpo humano será tratado o mais rápido possível logo ao nascer, para que o ser humano não possa desenvolver o pensamento da existência da alma e do Espírito.
Aos médicos materialistas será confiada a tarefa de retirar a alma da humanidade. Tal como hoje as pessoas são vacinadas contra esta ou aquela doença, no futuro as crianças serão vacinadas com uma substância que pode ser produzida precisamente de tal forma que as pessoas, graças a esta vacinação, ficarão imunes a serem submetidas ao “loucura” da vida espiritual. Ele seria extremamente inteligente, mas não desenvolveria uma consciência, e esse é o verdadeiro objetivo de alguns círculos materialistas.
Com essa vacina, você pode facilmente soltar o corpo etérico no corpo físico. Uma vez desapegado o corpo etérico, a relação entre o universo e o corpo etérico se tornaria extremamente instável, e o homem se tornaria um autómato, pois o corpo físico do homem deve ser polido nesta Terra pela vontade espiritual. Então, a vacina vira uma espécie de força arymanique; o homem não consegue mais se livrar de um determinado sentimento materialista. Ele se torna materialista de constituição e não pode mais ascender ao nível espiritual.”