Singapura e Autonomia



Muito já se escreveu sobre a “Singapura do Atlântico” que a Região Autónoma da Madeira poderia ser, se mais Autonomia, Independência quiçá, sobretudo no domínio fiscal e económico houvesse. Porém, e para que tal possa vir a acontecer, os políticos Madeirenses terão que estudar a vida e visão política de Lee Kwan Yew (李光耀), o “pai fundador” da Singapura moderna, Primeiro-Ministro de Singapura e aquele que a levou do “terceiro mundo ao primeiro numa geração”. Ficam aqui algumas das suas lições:

 

 



  1. “É possível criar uma sociedade na qual todos recebem oportunidades iguais (e não recompensas iguais), e onde as recompensas não variam de acordo com a propriedade, mas com o valor da contribuição de uma pessoa para essa sociedade. Por outras palavras, a sociedade deve fazer valer o tempo das pessoas que dão o melhor de si ao país. Este é o caminho para o progresso.”

  2. “Depois de experimentar várias maneiras de reduzir as desigualdades e fracassar, fui gradualmente forçado a concluir que os fatores decisivos eram as pessoas, os skills inatos, educação e formação [cívica]. O conhecimento e a posse de tecnologia são vitais para a criação de riqueza ”.

  3. “Eu ignoro as sondagens como um método de governação. Eu julgo que isso mostra uma certa fraqueza de espírito – uma incapacidade de traçar um rumo face a qualquer direção que o vento sopra, face a qualquer forma que os media incentivam as pessoas a irem… Se não pode forçar ou não está disposto a forçar os seus eleitores a segui-lo, com ou sem ameaças, então não é um líder… Eu nunca estive preocupado ou obcecado com sondagens. Julgo que um líder que o faz, é um líder fraco. Entre ser amado e ser temido, eu sempre acreditei que Maquiavel estava certo. Se ninguém tem medo de mim, então a minha existência não tem significado.”

  4. “Uma nação não é grandiosa apenas pelo seu tamanho. É a vontade, a coesão, a resistência, a disciplina do seu Povo e a qualidade de seus líderes que garantem um lugar honroso na História.”

  5. “Sistemas políticos que geram desempenho económico inferior acabarão por ser descartados para sistemas mais produtivos.”

  6. “Surpreendentemente, a maioria dos líderes do mundo ocidental contemporâneo no governo não possuem experiência ou qualificações especiais [necessárias]. Muitos são eleitos porque soam e ficam bem na televisão. Os resultados são sempre infelizes para os seus eleitores”.


 


 

Resta saber apenas que rumo querem dar a esta Autonomia com 43 anos de idade. “Para os jovens e para os não tão velhos, eu digo, olhem para aquele horizonte, sigam aquele arco-íris, cavalguem-no”.

 

P.S.: A propósito de sistemas fiscais próprios, vide jurisprudência do Tribunal de Justiça da União Europeia, Caso C-88/03 (República Portuguesa v. Comissão Europeia) e casos apensos T-211/04 e T-215/04 (Governo de Gibraltar e Reino Unido v. Comissão Europeia).

 



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