Madeira

Síndrome de Estocolmo

Síndrome de Estocolmo (Stockholmssyndromet em sueco) é o nome normalmente dado a um estado psicológico particular em que uma pessoa, submetida a um tempo prolongado de intimidação, passa a ter simpatia e até mesmo amor ou amizade pelo seu agressor. Esta síndrome descreve a relação entre os Madeirenses (e Portossantenses) e os políticos coloniais-centralistas de Lisboa que põe e dispõe da nossa vida como bem lhes aprouver, sem olhar a meios para controlar a Região Autónoma da Madeira.

Os políticos da Metrópole têm, ao longo dos séculos, um único objectivo: nela tudo centralizar, construir e desenvolver deixando o resto do país a definhar e a mendigar por uns míseros tustos de uma capital falida e os de uma União Europeia que mais não pode fazer se não aceitar a atual ordem constitucional portuguesa. Veja-se a perene asfixia financeira a que os políticos da Metrópole, à revelia dos nossos interesses (representados pelos nossos eleitos), sujeitam a Região Autónoma da Madeira seja através da mísera transferência em sede de Orçamento de Estado, seja pelo constante negar de ferramentas autonómicas legítimas que permitam a geração de receita própria (i.e. sistema fiscal próprio, CINM, etc…) ou pelo açambarcamento ilegítimo de receita do IVA (afetação por capitação).

A captura por parte da Metrópole (permitida pela passividade Madeirense, geralmente dada a troco da participação de um jogador de futebol, filho da terra, na equipa nacional da pseudo-potência colonial ou dada a troco de filiações em clubes cujas fileiras são preenchidas por estrangeiros terceiros à UE), não se fica pela asfixia financeira. Diariamente a captura dos legítimos e democráticos interesses do Povo Madeirense acontece também pela mão de sucursais partidárias que mais não fazem que repetir ladainhas de um pseudo-desenvolvimento ao estilo Açoriano, recheado de esmolas orçamentais e sem real crescimento económico e desenvolvimento social.

Este bloqueio dos superiores interesses do Povo Madeirense e Portosantense contínua através da constante ingerência do Estado central ao utilizar os seus organismos e competências para sobrecarregar economicamente o Governo Regional ou constranger o desenvolvimento económico gerado por este. A razão é simples, aos olhos dos culturalmente coloniais-centralistas nada pode florescer na Região Autónoma da Madeira, o seu propósito único é garantir ao Estado central a terceira maior zona económica exclusiva do mundo; se a sua população tem um desenvolvimento sócio-económico alto, ou não, isso muito pouco conta para o Estado português.

CHEGA! BASTA! De uma subserviência, deferência e “kowtow” constante a um Estado que explorou, continua a explorar e a pôr e dispôr da Região Autónoma da Madeira como uma mera ferramenta de expansão geo-estratégica marítima! CHEGA! BASTA! de afinidades com um país que despreza toda e qualquer tentativa de crescimento fora do eixo-Lisboa-Cascais-Sintra! CHEGA! BASTA! de nos darem esmolas, de nos asfixiarem economicamente! CHEGA! BASTA! de nos negarem as ferramentas necessárias ao desenvolvimento de uma pequena economia insular e ultra-periférica! CHEGA! BASTA! de transportadores áreas que afogam o nosso turismo e nos roubam os bolsos depois de lá injectarem o nosso dinheiro! CHEGA! BASTA! de ignorarem os nossos representante eleitos e as nossas aspirações! CHEGA! BASTA! de continuarmos integrados no país cuja fronteira parece ficar nas portagens de Alverca!

in JM-Madeira

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