Portugal: Que futuro?



«Já não basta apenas alternar entre um Costa [PS] ou um Rio [PSD]: o modelo que ambos defendem para o país é basicamente o mesmo modelo social-democrata que já todos conhecemos há 40 anos e a que nos [infelizmente] habituámos. O que Portugal precisa é de uma profunda reforma política e económica.

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Em 2012, vivíamos nós no auge da crise e da intervenção da Troika, a dívida pública portuguesa rondava os 126.2% do PIB. Nessa altura, a Irlanda via também a sua dívida pública atingir um recorde (a nossa ainda iria crescer um pouco mais): 119.9% do PIB. Lembro-me perfeitamente do Dr. Louçã anunciar que a crise na Irlanda era a prova do falhanço do capitalismo liberal e que esse modelo estava acabado. Ora a Irlanda nunca foi Portugal, nem o problema deles era igual ao nosso. Dúvidas houvesse, a Irlanda voltou a ser rapidamente um dos países mais robustos da UE e hoje a dívida pública deles está quase abaixo dos 60% [do PIB]. Já a nossa continua ali à volta dos 122%. Tínhamos sensivelmente o mesmo nível de endividamento público e, hoje, não poderíamos estar mais diferentes. Curiosamente, mais nenhum jornalista foi perguntar ao Dr. Louçã o que isto dirá do modelo capitalista liberal da Irlanda que tinha “falhado”. Pena.

 

Outro dado preocupante é o nosso PIB per capita (PPC). Em 2016, no primeiro ano do governo da “geringonça”, Portugal tinha o 18º maior PIB per capita da UE. Em 2017 fomos ultrapassados pela Estónia e Lituânia e no ano passado pela Eslováquia, descendo para o 21º lugar na UE a 28. Este ano não sabemos ainda por quem seremos ultrapassados mas há alguns países que têm crescido muito rapidamente e, se não nos ultrapassarem já este ano, devem fazê-lo no próximo: Polónia, Letónia e Hungria. Mesmo a Roménia e a Croácia, pelo crescimento que têm tido, não devem demorar muito mais. Com mais um governo de geringonça pela frente, Portugal, que já esteve na cauda da Europa a 15, irá acabar na cauda da Europa a 28. Ultrapassado por praticamente todos os países da Europa de Leste.»

 

Findos 40 anos, Portugal continua a ser único país da União Europeia a colocar cerca de 30 comunistas (CDU e BE) na Assembleia da República, quando a média nos Estados-Membros da UE varia entre 0 e 10. Admirem-se depois do facto do salário mínimo de 1974, ajustado ao valor real de 2018, ser cerca de €595,52 (12 meses), e o salário mínimo de 2019 em termos reais ser €700 (12 meses). O mesmo é dizer que as políticas de centro e de esquerda garantiram apenas um aumento real de cerca de €105 do salário mínimo em 40 anos!! Entre o analfabetismo financeiro do eleitorado médio português, os “soundbites” de partidos ditatoriais como a CDU e o BE, o delírio cultista do PAN e a sede de permanência no poder (sem qualquer introdução de reformas estruturais a nível económico e fiscal) do Bloco Central, pergunto: que futuro terá Portugal nesta conjuntura cultural e político-constitucional onde a alternativa baseada nos factos, na ciência e na liberdade máxima individual das pessoas e dos agentes económicos é demonizada (quandos os exemplos na UE apontam claramente o contrário)?

 

Fica ainda outra pergunta: queremos nós Madeirenses e Portossantenses, já condenados à ultraperiferia e insularidade imposta pela geografia, continuar por mais 40 anos com o nosso destino amarrado ao de um país onde os políticos só sabem correr para ficar em último lugar? Queremos nós continuar a amarrados a um país sem futuro só porque é giro abanar a bandeira da carbonária aquando dos jogos da seleção? “Ser livre é sempre livrar-se do Governo; é restringir a sua interferência. A liberdade só prevalece nas áreas em que os cidadãos tenham oportunidade de escolher a maneira como proceder.” – Ludwig Heinrich Edler von Mises, Economista.

 



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