Autonomia da Madeira eleições regionais

PNS ou Colonialismo 2.0

Pedro Nuno Santos (PNS), atual líder do Partido Socialista, tem sido, atualmente, uma figura central na política portuguesa, aparentemente acumulando intenções de voto. Contudo, a sua abordagem em relação à Região Autónoma da Madeira (RAM) levanta questões sérias sobre a perpetuação do colonial-centralismo típico do PS, agente prejudicial ao desenvolvimento socioeconómico da Região.

PNS limita-se a generalidades como a necessidade de melhores salários e maior competitividade empresarial sem se comprometer com soluções concretas. Retórica superficial ignora, ou demonstra plena ignorância dos desafios únicos da Região enquanto pequena economia insular ultraperiférica. O governo do PS, do qual PNS foi ministro, é responsável pelo aumento contínuo da carga fiscal, ao contrário do que certos estudos ideológicos publicados pelo braço “intelectual” do PS (Causa Pública), querem propagandear.

O mesmo PS agora radicalizado por PNS é também o responsável pela parca atratividade e definhamento do Centro Internacional de Negócios da Madeira (CINM), o único mecanismo fiscal português capaz de atrair com sucesso IDE desde a década de 1980. A falta de um sistema fiscal próprio na RAM, é um claro exemplo da negligência e do colonial-centralismo perpetuado pela classe política sediada em Lisboa e com “sucursais” na RAM. No que diz respeito ao aprofundamento da Autonomia Político-Administrativa da RAM, o líder do PS não apresenta argumentos nem soluções para aumentar o poder legislativo da Região, demonstrando ignorância e falta de vontade em descentralizar o poder legislativo da AR para a ALRAM, quiçá vontade secretamente partilhada pelos socialistas regionais que participarão na elaboração do seu programa eleitoral…

A postura do PNS e do PS perante a RAM permanece central-colonialista. Essa abordagem impede o desenvolvimento da RAM, violando princípios básicos. Afinal, “Autonomia Política da Madeira é um Direito Natural deste Povo que, INSULARIZADO nas Suas circunstâncias concretas existentes e no contexto crescente da globalização mundial, tem o incontestável Direito de livremente viver a Sua Identidade.”. Assim, a eleição de PNS é um retrocesso ideológico do PS, desligado da realidade Madeirense e Portossantense e opressora do Direito à autodeterminação da Região Autónoma da Madeira ao negar-lhe mecanismos de desenvolvimento anteriormente concedidos a outros territórios sob administração portuguesa (Macau).

P.S.: Será que é desta vez que teremos um novo regime de RNH devidamente legislado pela ALRAM para continuar a atrair expatriados que dinamizam e internacionalizam a economia Regional. Isto é, criar uma lista de atividades de elevado valor acrescentado, conforme previsto na alínea g) do artigo 58.º-A do EBF aditado pela Lei n.º 82/2023 (Orçamento de Estado para 2024), na qual estejam incluídas as seguintes profissões tais como definidas pela Classificação Portuguesa de Profissões 2010 (CPP2010): 112 – Diretor-geral e gestor executivo, de empresas; 12 – Diretores de serviços administrativos e comerciais;13 – Diretores de produção e de serviços especializados; 14 – Diretores de hotelaria, restauração, comércio e de outros serviços; 2 – Especialistas de Atividades Intelectuais e Científicas; 31 – Técnicos e profissões das ciências e engenharia, de nível intermédio; e 35 – Técnicos das tecnologias de informação e comunicação.

P.P.S.: Será que é desta vez que o Orçamento da RAM baixa a taxa liberatória de 28% sobre juros e a taxa de 28% de retenção na fonte sobre os dividendos para 19,6%, à semelhança daquilo que se passa na Região Autónoma dos Açores?

in JM-Madeira