Faleceu a 21 de janeiro de 2026, no Castelo de Koberg, em Bjärke, a Princesa Désirée da Suécia e Baronesa de Silfverschiöld. Tinha 87 anos. Nascida a 2 de junho de 1938 no Palácio de Haga, foi a terceira filha do então príncipe herdeiro Gustaf Adolf e da princesa Sibylla, e irmã mais velha de Rei Carlos XVI Gustavo. Era, igualmente, membro da Ordem dos Serafins.A infância da princesa ficou marcada por uma tragédia precoce: em 1947, o seu pai morreu num acidente aéreo em Kastrup, nos arredores de Copenhaga. A família residia então no Palácio de Haga, circunstância que levou a imprensa sueca a cunhar a designação “Hagasessorna” para as quatro irmãs. Em 1950, Désirée mudou-se com a mãe e os irmãos para o Palácio Real de Estocolmo.
A morte da Princesa Désirée da Suécia ocorre, pouco dias, depois do falecimento da S.A.R. a Princesa Irene da Grécia e da Dinamarca.
Tal como as irmãs, frequentou a Escola Francesa e prosseguiu estudos de línguas na Suíça. A sua formação incluiu ainda pedagogia infantil e técnica têxtil na Konstfack, em Estocolmo, revelando um percurso académico sólido e discreto, alinhado com a sua postura pública. Viveu grande parte da vida adulta no Castelo de Koberg, na Västergötland.
Em 19 de dezembro de 1963, ficou noiva do barão Niclas Silfverschiöld. O casamento realizou-se a 5 de junho de 1964, na Storkyrkan, em Estocolmo. De acordo com a prática vigente à época, ao casar com um não-real, renunciou ao estatuto Alteza Real, mantendo, contudo, o título de Princesa Désirée, Baronesa de Silfverschiöld. O casal teve três filhos e vários netos, mantendo uma vida familiar reservada.
Ao longo da vida, a Princesa Désirée manteve uma relação de proximidade com a família real sueca, sem procurar protagonismo público. A sua figura é recordada pela dignidade, sobriedade e sentido de dever, características que marcaram a geração das filhas de Haga.
A morte da Princesa Désirée da Suécia encerra um capítulo significativo da história contemporânea da monarquia sueca, evocando uma vida vivida entre a tradição, o recato e o serviço silencioso.

