PS e autonomia da Madeira

Memória Curta

O Povo tem memória curta. Espelho disso é a vitória que os continentais e os machiquenses deram ao ex-vice do José Sócrates e atual Secretário-Geral do Partido Socialista António Costa.
Partido Socialista que levou o país a três bancarrotas (duas vezes com Soares e uma vez com José Sócrates) e a um pântano de crescimento económico (com Guterres). O Povo, “soberano” e “masoquista”, elege um partido que governa 80% de três décadas completas de democracia, três décadas perdidas e rumo à cauda da Europa na esmagadora maioria dos indicadores económicos e sociais (é só consultar o Eurostat). A memória curta deste Povo é estimulada pelo clientelismo do mesmo face ao Estado paternalista, despesista e colonial-centralista promovido pelo polvo socialista.

O eleitorado amnésico é também ele um eleitorado estulto, incapaz de olhar além-fronteiras e de se comprometer com a sustentabilidade socioeconómica e geracional do país. Olha para o umbigo e embalado no canto do roseiral aceitou o acenar do espantalho das coligações com o Chega, que toda a direita rejeitou, deixando que o PS conseguisse o que queria: que o medo de um governo com Chega esvaziasse o PPD-PSD. O PS alimentou a narrativa porque lhes deu jeito, preferem mais Chega na Assembleia da República do que, salutarmente, alternar o poder com um dos partidos fundadores da Democracia. Já os machiquenses mal informados, ou não, e demais eleitorado Madeirense do Partido Socialista votaram contra 3000 trabalhadores (diretos), contra 12,5% das receitas angariadas na Região Autónoma da Madeira e, consequentemente, votaram contra o seu e nosso desenvolvimento social e económico. Votaram em quem traiu, e trairá, a Autonomia. Votaram no colonial-centralismo. Votaram contra os vossos compatriotas, mesmo quando vós próprios (trabalhadores do CINM que votam PS) beneficiam das políticas que só os PSD/CDS/IL/JPP defendem; votaram a favor de deputados que se limitarão a fazer número na bancada colonial-centralista da Assembleia da República.

O novo Governo da República será liderado pelo mesmo António Costa, esse líder de um partido que, recentemente, NADA tem feito pela Madeira; líder de um partido que só pôs os pés na Madeira com mero intuito de cooptar defensores da subsidiodependência face ao colonial-centralismo aquando de atos eleitorais ou com intuito de cumprir obrigações de Estado (celebrações do Dia de Portugal). O despesismo ideológico do roseiral não beneficiará a Região Autónoma da Madeira, a qual os socialistas continentais (e madeirenses) terão todo o gosto em sufocar com vista a minar o espírito Autonómico. Viveremos o “Sufoco Sócrates 2.0”, quer na economia, quer na saúde, quer no Centro Internacional de Negócios cujo fim será assinado pelo punho do PS e dos Madeirenses que o elegeram. O Povo “soberano” e “masoquista” poderá ainda vir a assistir à quarta bancarrota do país e/ou a saída “à cherne” de António Costa para o Conselho Europeu. Mas foi para isso que votaram, têm o que merecem.

A única coisa que salvou estas eleições foi a aproximação da legislatura portuguesa às congéneres europeias, com a eleição de mais deputados liberais.

“A Democracia deixará de existir quando se tira àqueles que estão dispostos a trabalhar e se dá àqueles que não o fariam.” – Thomas Jefferson, III Presidente dos Estados Unidos da América e principal autor da Declaração de Independência dos EUA.

P.S.: A Assembleia Legislativa da Região Autónoma da Madeira e o Governo Regional vão deixar cair o CINM? Vão deixar o PS rebentar com o segundo pilar da economia regional? Quando avançam com a materialização de um sistema fiscal próprio? Ontem já era tarde

in JM-Madeira

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