
1) Em 2012, vivíamos nós no auge da crise e da intervenção da troika, a dívida pública portuguesa rondava os 126.2% do PIB. Nessa altura, a Irlanda via também a sua dívida pública atingir um recorde (a nossa ainda iria crescer um pouco mais): 119.9% do PIB. Lembro-me perfeitamente do Dr. Louçã anunciar que a crise na Irlanda era a prova do falhanço do capitalismo liberal e que esse modelo estava acabado. Ora a Irlanda nunca foi Portugal, nem o problema deles era igual ao nosso. Dúvidas houvesse, a Irlanda voltou a ser rapidamente um dos países mais robustos da UE e hoje a dívida pública deles está quase abaixo dos 60%. Já a nossa continua ali à volta dos 120%. Tínhamos sensivelmente o mesmo nível de endividamente público e, hoje, não poderíamos estar mais diferentes. Curiosamente, mais nenhum jornalista foi perguntar ao Dr. Louçã o que isto dirá do modelo capitalista liberal da Irlanda que tinha “falhado”. Pena.
2) Outro dado preocupante é o nosso PIB per capita (PPC). Em 2016, no primeiro ano do governo da geringonça, Portugal tinha o 18º maior PIB per capita da UE. Em 2017 fomos ultrapassados pela Estónia e Lituânia e no ano passado pela Eslováquia, descendo para 21º lugar na UE a 28. Este ano não sabemos ainda por quem seremos ultrapassados mas há alguns países que têm crescido muito rapidamente e, se não nos ultrapassarem já este ano, devem fazê-lo no próximo: Polónia, Letónia e Hungria. Mesmo a Roménia e a Croácia, pelo crescimento que têm tido, não devem demorar muito mais. Com mais um governo de geringonça pela frente, Portugal, que já esteve na cauda da Europa a 15, irá acabar na cauda da Europa a 28. Ultrapassado por praticamente todos os países da Europa de Leste.
No mínimo, isto devia preocupar todo e qualquer português. E o Dr. Rui Rio que me perdoe, mas já não é suficiente votar só numa alternância do mesmo. Portugal precisa de mudar a sério. Pela minha parte, só vejo um partido a propor isso de verdade aos portugueses. Os outros partidos, ou as outras pessoas, ou não querem nenhuma mudança de todo, ou quando tiveram oportunidade nada fizeram.”
por: P.C.L. (via Facebook)
