Na sua mais recente comunicação o porta-voz do Livre, Rui Tavares, opinou:
- Considerou hoje que qualquer outro nome social-democrata que substitua o presidente do Governo Regional da Madeira demissionário, Miguel Albuquerque, vai “prolongar o ‘jardinismo'”.
- “É mais um nome do PSD que está na Madeira há 48 anos. Qualquer que seja o nome é um nome que vai prolongar o sistema a que chamamos ‘jardinismo’ e que ainda subsiste na Madeira”, disse aos jornalistas Rui Tavares, antes de entrar no Palácio da Justiça, em Lisboa, para entregar as listas da candidatura às legislativas de março.
- “Todos os madeirenses e porto-santenses estão é sedentos por haver uma alternativa ao jardinismo, finalmente, passados praticamente 50 anos do 25 de Abril. (…) Com o ‘jardinismo’ no poder, nem direito a sessão solene na Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma da Madeira há e, portanto, em boa medida é nos 50 anos do 25 de Abril possibilitar que este 25 de Abril seja assumido em pleno também na Região Autónoma da Madeira”, salientou.
- “Todo o sistema na Madeira (…) é um sistema que já é assim há muito tempo. É o ‘jardinismo’, com outro nome, mas é o ‘jardinismo’. E agora não queremos que venha o ‘alburquerquismo’ com outro nome”, acrescentou.
Ora compete esclarecer, respetivamente, os pontos acima:
- A lei e a praxis política Portuguesa, a qual infelizmente, reflete-se no atual modelo de Autonomia Político-Administrativa da Região Autónoma da Madeira, permite que outro Presidente do Governo Regional seja indicado pelo partido com maioria parlamentar. Esta prática ocorreu em vários momentos da vida política portuguesa, não significando por isso a prologamento seja de que ideologia for.
- O Jardinismo, enquanto ideologia político democrato-cristã assenta no primado do primado da pessoa humana, na soberania do Povo e na Autonomia da Região Autónoma da Madeira (autonomia essa que se esgota apenas quando ao Estado Português, face à Região Autónoma da Madeira, corresponderem apenas as funções da Defesa, Negócios Estrangeiros, Segurança Social e julgamento em última instância). Não compete ao Livre, nem a qualquer outro partido político português, tentar (re)definir o conceito de Jardinismo, ainda para mais quando fundador do mesmo se encontra vivo.
- Os Madeirenses e Porto-santenses expressaram, livremente, o seu desejo de continuidade política nas últimas eleições legislativas regionais e, não estando em causa, o funcionamento das instituições democráticas a haver desejo de mudança o mesmo deverá ocorrer nos termos do calendário eleitoral.
- O “sistema na Madeira”? Que sistema? A existirem irregularidades as mesmas serão averiguadas e julgadas nos termos da ainda, legislação portuguesa. Ao Livre enquanto partido político deverá aguardar pelo funcionamento da justiça e não agir como mais um abutre quando tem, alegadamente, cadáveres junto ao ninho que é Lisboa.

