
Esta “carta de amor”, escrita por um diplomata asiático ao Ocidente, é, não só uma lembrança do devido lugar deste na história da Humanidade, mas também um manual de como os líderes e políticos ocidentais devem conduzir ao sucesso os seus países num futuro onde as economias asiáticas, nomeadamente a da China e da Índia, recuperam o seu devido e legítimo lugar na economia mundial.
O livro, apesar da sua dimensão claramente internacional, não deixa de ser relevante na esfera da política regional e ulta-periférica da Região Autónoma da Madeira: não poderá haver futuro sustentável sem que haja uma excelente governação racional que permita a implementação de políticas públicas benéficas que consigam colocar a Região no caminho do desenvolvimento económico de longo prazo.
O mundo está a mudar vertiginosamente, os políticos ocidentais em geral, e os Madeirenses em particular, não se podem escudar no velho “conflito ideológico”, como forma de ocultar a sua incompetência e falta de pragmatismo na tomada de decisões que se querem racionais e assertivas. Assim, e tendo em conta o pesado calendário eleitoral que se avizinha, os políticos Madeirenses deverão, antes demais, compreender que “ver aquilo que temos diante do nariz requer uma luta constante” (George Orwell).
Como tal, não podem sonegar o potencial latente de estagnação económica que assolará a Região Autónoma da Madeira num longo prazo, onde a realidade se traduz numa perda acentuada do peso da Europa na economia Mundial e numa Ásia pujante.
Num contexto claramente descrito pelo Prof. Dr. Kishore Mahbubani, os políticos que não se adaptarem à nova realidade geopolítica condenam as suas populações ao marasmo. Face a tal realidade, colocam-se várias perguntas àqueles que pretendem candidatar-se à Presidência do Governo Regional: O Estatuto Político-Administrativo da Região é suficiente para implementar as reformas estruturais necessárias para garantir o sucesso socioeconómico da Região no longo prazo? Se não o for, estão dispostos a lutar por um maior grau de Autonomia Político-Administrativa, semelhante às da Regiões Especiais Administrativas da China (Macau e Hong Kong)? Ou preferem ficar dependentes de uma classe política continental que não tem uma resposta concreta para o país com um todo?
Aqueles que não tiverem as devidas respostas para as perguntas acima, vivem a política para satisfazer interesses pessoais e não como uma ferramenta nobre que pode garantir um futuro próspero aos Madeirenses e Portossantenses.
in JM-Madeira
