Chega!

É repugnante o tempo de antena dado em Portugal a “ex-políticos conhecedores da realidade internacional” que sob o manto da luta contra a corrupção agem contra os interesses nacionais ao atacarem as ferramentas de desenvolvimento económico da Região Autónoma da Madeira, sem nunca fornecerem provas às autoridades competentes.

É ainda mais repugnante quando os mesmos órgãos de comunicação social, produtores de “polígrafos” e de fact-checks, bebem e distribuem a “verdade” destes mesmos “ex-políticos” aceitando tudo como argumentum ad verecundiam. Tudo é perdoado, afinal há que dizer mal da Região Autónoma da Madeira.
No fim disto tudo, é alimentado o ódio contra os Madeirenses. Ódio esse difundido por urbanóides enclausurados numa capital decrépita (desde 1425), de um país que há mais de 46 anos não endireita as suas contas públicas, gerindo-o em função das necessidades da capital, e que não deixa as suas Regiões Autónomas florescer sem lhes dar luta.
Actualmente são cerca de 254 000 portugueses, tendo apenas por base a filiação partidária, mais os respectivos eleitores nestes partidos, especialmente no continente, que todos os dias são coniventes com aqueles que atacam a Região Autónoma da Madeira e os seus parcos mecanismos de desenvolvimento sócio-económico. O número é muito maior se incluirmos os apoiantes de Marcelo Rebelo de Sousa que actualmente e em cumplicidade com o Primeiro-Ministro, contribuem para o garrote financeiro da Região Autónoma, tudo em conivência com o silêncio da oposição regional.

Traem a Região Autónoma da Madeira e os seus parcos mecanismos de desenvolvimento sócio-económico, porque se recusam a procurar pelos factos, pela Verdade, pelo Conhecimento daquilo que é ser-se uma pequena economia insular, ultra-periférica e sem capacidade jurisdicional para criar, unilateralmente, as ferramentas de que necessita. Traem porque tendo meios recusam-se a confrontar aqueles que continuamente vêm para os canais nacionais vilipendiar a Região Autónoma da Madeira, os seus órgãos de autonomia e os seus legítimos interesses económicos.

No entanto, aqueles que atacam e sujam o nome da Região Autónoma da Madeira são os mesmos que se fazem de “virgens ofendidas” clamando por independência da Catalunha e da Escócia, são aqueles que berram a favor do fim ao colonialismo e do fascismo, são aqueles que querem um maior e melhor desenvolvimento económico para Portugal. Basta! Chega de hipocrisia política e económica face à Região Autónoma da Madeira. Chega de traidores da pátria que tudo fazem para tombar governos regionais autonómicos democraticamente eleitos, que tudo fazem para destruir o segundo e mais importante pilar da economia regional (o Centro Internacional de Negócios da Madeira).

Ainda há quem ache que se conseguirá obter mais Autonomia? Não é melhor a independência?!

“Uma nação pode sobreviver aos seus tolos e até aos ambiciosos. Mas não pode sobreviver à traição vinda de dentro. Um inimigo nos portões é menos formidável, pois ele é conhecido e carrega o seu estandarte abertamente. Mas não pode sobreviver ao traidor que se move livremente entre os que estão dentro do portão, as suas palavras maliciosas sussurradas por todos os becos, ouvidos nos corredores do próprio governo.” – Marco Túlio Cícero.

in JM-Madeira

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