Portugal

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Histeria como Método: Trump, a Extrema-Direita Europeia e a Política da Ignorância

Grandes citações que atravessam géneros literários e épocas políticas porque captam um padrão estrutural do poder. Na magnum opus de Herbert, a histeria é mais que um estado emocional coletivo; é um instrumento de governação. No Imperium a ignorância não nasce espontaneamente, esta é cultivada ao longo de gerações. E o poder imerecido não se […]

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Pascal Kaiser

Cobardia Moral

O caso é simples, brutal e revelador. Um árbitro alemão, Pascal Kaiser, pediu o namorado em casamento num estádio de futebol, num momento público, festivo e absolutamente pacífico. Dias depois, não foi alvo de críticas desportivas, nem de chacota inofensiva nas redes sociais, foi agredido na sua própria casa. Não à porta do estádio, não

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Presidente António José Seguro

Presidente António José Seguro e a ficção do “Presidente de todos”

A proclamação solene segundo a qual o Presidente António José Seguro se dispõe a ser “Presidente de todos, todos, todos os portugueses” merece algo mais do que aplauso automático. Merece exame. Não por hostilidade pessoal, mas por higiene intelectual, essa virtude cada vez mais rara na vida pública portuguesa. Enquanto Monárquico, e tendo anulado conscientemente

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regiões autónomas em portugal continental

Kristin e a criação de Regiões Autónomas em Portugal continental

A tempestade Kristin foi um dos acontecimentos que, pela sua brutalidade, deveria ter suspenso momentaneamente o ruído ideológico e obrigado o regime a confrontar-se com a sua própria nudez institucional. Não apenas porque derrubou árvores, linhas elétricas e telhados, mas porque expôs, de forma crua e incontornável, a incapacidade estrutural do Estado central moderno para

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Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Memória sem Luto: Portugal e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Hoje assinala-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e em Portugal passa-se, como quase sempre, com comunicados protocolares, coroas simbólicas e um silêncio institucional ensurdecedor. Não é feriado. Não é dia de luto nacional. Não interrompe o ruído banal da política diária nem suspende a máquina administrativa que tudo relativiza. Recorda-se Auschwitz

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uso do cargo para benefício pessoal

Entre a gula de He Shen e a severidade de Bao Zheng

Algumas civilizações encaram a corrupção como um desvio administrativo; outras, mais antigas e mais sábias, tratam-na como uma heresia política. A China clássica pertence claramente à segunda categoria. Para ela, o uso do cargo para benefício pessoal não é apenas uma falha ética ou um problema de compliance avant la lettre: é uma violação da

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anular o voto nas presidenciais

Anular o Voto nas Presidendicias: Um Ato de Consciência

Anular o voto nas presidenciais não é, como se repete com insistência pedagógica, um gesto de evasão cívica, nem um confortável refúgio na neutralidade. É, nas circunstâncias presentes, um ato político consciente, afirmativo e moralmente coerente. Mais ainda: é um gesto de desobediência cívica dentro da legalidade formal, dirigido não contra este ou aquele candidato

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A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça

A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça e o crepúsculo do património público

A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça pertence a essa categoria rara e grave de atos políticos que, independentemente da sua legalidade formal, denunciam uma rutura civilizacional: a passagem silenciosa do bem público entendido como herança comum para o bem público tratado como ativo liquidável. O Governo Regional, enquanto instituição, habituou os Madeirenses a afirmar,

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40 Anos de Portugal na UE

40 Anos de Portugal na UE: Uma Fantochada

Durante quatro décadas, Portugal viveu sob a confortável ilusão de que a integração europeia equivaleria, quase automaticamente, à prosperidade. Entraram fundos, multiplicaram-se obras, inauguraram-se infraestruturas, modernizou-se a paisagem. Mas a pergunta essencial, aquela que separa nações adultas de economias dependentes, permanece sem resposta: onde está a riqueza criada de forma sustentada? Os 40 anos de

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Direito de voto em Portugal

Direito de voto em Portugal: porque decidir o destino do Estado exige mais do que existir

Há uma superstição moderna que raramente é questionada, mas que governa silenciosamente todo o edifício político contemporâneo: a ideia de que o direito de voto em Portugal deve ser automático, indiferenciado e imune a qualquer critério de competência. Basta existir, respirar e ter atingido a maioridade civil, e o poder político considera-o apto a decidir

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