Presidente António José Seguro

Presidente António José Seguro e a ficção do “Presidente de todos”

A proclamação solene segundo a qual o Presidente António José Seguro se dispõe a ser “Presidente de todos, todos, todos os portugueses” merece algo mais do que aplauso automático. Merece exame. Não por hostilidade pessoal, mas por higiene intelectual, essa virtude cada vez mais rara na vida pública portuguesa. Enquanto Monárquico, e tendo anulado conscientemente […]

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Madeira

Autonomia: quando o passo certo não chega longe o suficiente

No passado dia 30 de Janeiro de 2026, assinalou-se um facto na história política da Região Autónoma da Madeira que importa que importa reconhecer como meritório: o projeto de resolução apresentado pelo JPP, recomendando à Assembleia da República a abertura de um processo de revisão constitucional orientado para o aprofundamento da Autonomia. Trata-se de uma

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regiões autónomas em portugal continental

Kristin e a criação de Regiões Autónomas em Portugal continental

A tempestade Kristin foi um dos acontecimentos que, pela sua brutalidade, deveria ter suspenso momentaneamente o ruído ideológico e obrigado o regime a confrontar-se com a sua própria nudez institucional. Não apenas porque derrubou árvores, linhas elétricas e telhados, mas porque expôs, de forma crua e incontornável, a incapacidade estrutural do Estado central moderno para

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Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Memória sem Luto: Portugal e o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

Hoje assinala-se o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, e em Portugal passa-se, como quase sempre, com comunicados protocolares, coroas simbólicas e um silêncio institucional ensurdecedor. Não é feriado. Não é dia de luto nacional. Não interrompe o ruído banal da política diária nem suspende a máquina administrativa que tudo relativiza. Recorda-se Auschwitz

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uso do cargo para benefício pessoal

Entre a gula de He Shen e a severidade de Bao Zheng

Algumas civilizações encaram a corrupção como um desvio administrativo; outras, mais antigas e mais sábias, tratam-na como uma heresia política. A China clássica pertence claramente à segunda categoria. Para ela, o uso do cargo para benefício pessoal não é apenas uma falha ética ou um problema de compliance avant la lettre: é uma violação da

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anular o voto nas presidenciais

Anular o Voto nas Presidendicias: Um Ato de Consciência

Anular o voto nas presidenciais não é, como se repete com insistência pedagógica, um gesto de evasão cívica, nem um confortável refúgio na neutralidade. É, nas circunstâncias presentes, um ato político consciente, afirmativo e moralmente coerente. Mais ainda: é um gesto de desobediência cívica dentro da legalidade formal, dirigido não contra este ou aquele candidato

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Quebeque

Apagar a Coroa: o Republicanismo Pequeno e Ressentido do Quebeque

O gesto do Governo do Quebeque ao remover a coroa britânica do seu brasão provincial não é um acto de modernização, nem de autonomia, nem sequer de coerência histórica. É um acto de vandalismo simbólico, praticado em nome de um republicanismo ressentido, juridicamente frágil e intelectualmente preguiçoso. Trata-se de uma operação ideológica travestida de “actualização

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A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça

A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça e o crepúsculo do património público

A venda do Hospital Dr. Nélio Mendonça pertence a essa categoria rara e grave de atos políticos que, independentemente da sua legalidade formal, denunciam uma rutura civilizacional: a passagem silenciosa do bem público entendido como herança comum para o bem público tratado como ativo liquidável. O Governo Regional, enquanto instituição, habituou os Madeirenses a afirmar,

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40 Anos de Portugal na UE

40 Anos de Portugal na UE: Uma Fantochada

Durante quatro décadas, Portugal viveu sob a confortável ilusão de que a integração europeia equivaleria, quase automaticamente, à prosperidade. Entraram fundos, multiplicaram-se obras, inauguraram-se infraestruturas, modernizou-se a paisagem. Mas a pergunta essencial, aquela que separa nações adultas de economias dependentes, permanece sem resposta: onde está a riqueza criada de forma sustentada? Os 40 anos de

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