
“…Acredito que a solução dos problemas na política não está nos Governos, não está em quem governa, está nos cidadãos, está no indivíduo.” Ludwig von Mises, economista austríaco nascido nos finais do séc. XIX, afirmava, e muito bem, que o capitalismo é um sistema onde prevalece a liberdade de iniciativa em todas as áreas da vida em sociedade, isto é prevalece “a soberania do consumidor sobre o mercado e a soberania do eleitor sobre o sistema político democrático”.
Já o socialismo, de acordo com von Mises, é o constante imiscuir do político em cada aspecto da vida em sociedade, sobretudo na liberdade de iniciativa económica e política dos cidadãos. Veja-se o constante intervencionismo do Estado Português e dos seus eleitos no mais pequeno detalhe da economia portuguesa, sobretudo através da carga fiscal, que em vez de garantir a prestação de bens e serviços públicos de qualidade mais não faz do que se auto-sustentar, o que obriga o comum do contribuinte a recorrer constantemente ao setor privado na saúde, educação ou segurança social.
“Não posso sentir orgulho nas eleições” portuguesas, nacionais, regionais ou locais, “porque as opções apresentadas aos eleitores, em geral, são mais do mesmo: mais governo, são «eu vou resolver os vossos problemas», «eu vou gerar milhares de empregos». Qual o político que gera milhares de empregos?” Os políticos criam “jobs for the boys” e protegem empregos obsoletos, bloqueando, a inovação tecnológica, fator primeiro da produtividade.
“Quem gera empregos é a sociedade, os investidores e as empresas.” O político cria funcionários públicos cujas futuras funções serão facilmente substituídas pela inteligência artificial, veja-se a evolução da tecnologia na área jurídica, e “no máximo gera desemprego”. Aliás, o Partido Socialista, e não só, deixou, até ao ano passado, 462.000 trabalhadores (INE via PORDATA) no desemprego!
“Ainda acreditam que um político vai resolver esta situação?! Nas palavras do filósofo Bruno Graschagen: «Parem de acreditar no governo!»”. Os Portugueses “odeiam os políticos, mas amam o Estado” por estes governado. Todo o português “adora maldizer dos políticos que escolhe, mas ao mesmo tempo anda louco para ter um «benefíciozinho» do Estado; louco para receber um favor do político em que votou”, sem perceber que a isso chama-se, nas democracias dignas desse nome, CORRUPÇÃO e NEPOTISMO.
“Se um político para ser eleito deveria ter formação, então o eleitorado [português] deveria, também ele passar por formação idêntica, pois a qualidade do último reflecte-se na qualidade do primeiro”, basta ver as atitudes terceiro-mundistas e provincianas da classe portuguesa eleita. “Como disse Thomas Sowell: «a primeira prioridade da maioria dos políticos é sua eleição, a segunda a sua reeleição e lá muito depois vem o bem-comum»”.
Enquanto a política não for em prol do bem-comum e enquanto o eleitor não se ver como solução dos problemas que assolam o país, continuaremos a ter mais do mesmo: não sairemos deste rame-rame pós-Abrilista.
in JM-Madeira
