A verdade dos factos




Se há algo em que os sistemas republicanos de governo são peritos, esse algo é o revisionismo histórico ao qual sujeitam as monarquias. 

 

Passados 108 anos do golpe de Estado que implementou esta forma de chefia de estado em Portugal e passado o dia de celebração deste trágico evento na história de Portugal, importa repor a verdade dos factos. 

 

Comecemos pelo regicídio, o qual não passou de um vil atentado terrorista, contra Sua Majestade Fidelíssima o Rei de Portugal, D. Carlos, e Sua Alteza Real o Príncipe Real de Portugal e Duque de Bragança, D. Luís Filipe. Este atentado à Democracia, foi cometido por um “grupo de militantes republicanos organizado e armado para uma insurreição” contra o então Chefe de Estado e seu sucessor constitucional.

 

Depois, a 5 de Outubro de 1910, os republicanos portugueses, auxiliados por membros da terrorista Carbonária, implantaram um regime cuja representatividade parlamentar era equivalente à do Bloco de Esquerda e do Partido Ecologista – os Verdes nos dias de hoje, ou seja cerca de 10%. Entretanto, os mesmos republicanos que se consideravam “amigos do Povo”, foram os mesmos a “restringirem o direito de voto da população, fazendo a percentagem de cidadãos com direito de voto descer de 75% para 30%”.

 

Nas palavras do aclamado historiador e Grande-Oficial da Ordem do Infante D. Henrique, Rui Manuel Monteiro Lopes Ramos: “o fim da monarquia constitucional representou assim, no princípio do século XX, um enorme recuo da democracia, não só no que diz ao número de eleitores, mas na possibilidade de alternância de partidos no governo por meios pacíficos. Pode-se dizer que a morte de [Sua Majestade Fidelíssima, o Rei] D. Carlos abriu o caminho para o autoritarismo em Portugal”. É ainda importante lembrar que no “período da I República, a qual durou 16 anos, houve sete parlamentos, oito presidentes da República, 45 governos, 40 chefias de governo (um presidente do Governo Provisório e 38 presidentes do Ministério), duas presidências do Ministério que não chegaram a tomar posse, dois presidentes do Ministério interinos, uma junta constitucional, uma junta revolucionária e um ministério investido na totalidade do poder executivo”; ou seja, 16 anos de crescimento económico perdidos à custa de políticos incompetentes e sedentos de poder.

 

Não obstante, o regime republicano e os seus seguidores continuam a homenagear as campas de dois terroristas, Alfredo da Costa e Manuel Buíça. Numa clara validação de atentados terroristas contras sistemas democráticos constitucionais, os republicanos mostram os seus verdadeiros valores e vão ao ponto de argumentar que o regicídio era um ato de manifestação contra o autoritarismo do Primeiro-Ministro João Franco. Se o problema era o Primeiro-Ministro, porquê atacar a Família Real? Se não gostarmos das políticas do Costa, atacamos o Marcelo? É isso que ao fim e ao cabo nos dizem. 

 

Findos 108 anos de República, os republicanos nunca deram aos Portugueses a possibilidade de referendar tal sistema, tão “perfeita” é forma de chefia de Estado que nos impuseram. Fica a pergunta: quando é que vão admitir que o sistema republicano tem pés de barro e mãos manchadas com sangue de inocentes? Posto isto, o 5 de Outubro deve ser apenas como o dia em que Sua Majestade D. Afonso I assinou, em 1143, o Tratado de Zamora com Sua Majestade Afonso VII de Leão, o qual reconheceu o Reino de Portugal como sendo independente do Reino de Leão.

 



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