A Peste



Portugal sofre de uma Peste que há muito se instalou no seu âmago, e os Portugueses, na sua “santa ignorância”, em vez de combaterem a mesma preferem viver em simbiose com esta, hipotecando todo o potencial de um país por miragens que lhes são vendidas.

 

Esta Peste que teima em ficar, usa e abusa do Estado, do dinheiros dos seus contribuintes, arrecadado junto dos salários mais baixos de toda a Europa ocidental e em contrapartida oferece-lhes políticas que não dão qualquer resposta, de longo prazo, palpável em termos de: crescimento económico sustentado, sustentabilidade da Segurança Social, combate ao desemprego, educação e saúde de qualidade.

 

A Peste que corrompe o futuro de Portugal apenas sabe “responder” de duas formas aos anseios e aspirações dos seus anfitriões: regular e tributar tudo que o gera lucro. Veja-se os múltiplos casos de dupla tributação sobre a mesma transação económica: taxa Uber, taxa Robles, IVA sobre aquisição de automóveis, alojamento local, … 

 

Neste “país à beira mar plantado” e infestado por uma Peste que se cola ao Estado e faz deste a autoridade última para solucionar todo e qualquer problema dos seus anfitriões, conta apenas uma e só coisa: garantir a sobrevivência da espécie. Esta Peste fá-lo por duas razões primordiais: porque a maioria dos seus agentes não passam de profissionais fracassados, encarando o Estado como uma fonte de renda vitalícia e bem remunerada; ou porque têm um ego desmesurado, o qual precisa de ser nutrido pela ilusão da importância de ocupar um cargo público. Contam-se pelos dedos as excepções dos anfitriões que não se junta às pestilentas hostes. Mas voltemos à “santa ignorância” dos anfitriões.

 

O que custa acabar com a Peste? NADA! A Peste existe porque os anfitriões bebem das suas ilusões, porque acreditam que o Estado tem de responder a todos os males que lhes afligem, mesmo que isso comprometa o futuro da sua prole ou os seus direitos.

 

A Peste existe porque o eleitorado quer tudo, a tudo o custo; porque exige o impossível e porque acredita que 47% do seu salário deve ser “utilizado” numa “doença” que lhe promete dar “saúde”, mas que na verdade quer apenas garantir a sua própria sobrevivência até às próxima eleições.

 

A Peste existe porque os anfitriões acreditam que assinar cheques em branco quanto às políticas que impactarão as suas vidas, as vidas dos seus filhos e dos seus netos, é melhor que exigir constantemente a melhor gestão e qualidade das políticas públicas.

 

Enquanto os contribuintes acharem que 47% do seu salário está a ser bem gerido pela Peste, nos sucessivos orçamentos que esta apresenta, então continuará a sofrer das consequências da mesma, bem como os seus filhos e os seu netos.

 



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