
O McKinsey Global Institute, responsável pelo estudo do impacto da automação e inteligência artificial, apurou ainda que economias como a Alemanha e os EUA tenham que “re-treinar”, pelo menos, um terço do mercado de trabalho por forma a absorver o impacto crescente da automação/inteligência artificial. Já no Reino Unido da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte, 20% dos atuais trabalhadores perderão os seus postos de trabalho, enquanto que nos EUA entre 39 a 73 milhões de empregos poderão ser eliminados até 2030, sendo que apenas 20 milhões desses trabalhadores podem ser facilmente transferidos para outras indústrias.
Em Portugal, e na Madeira, já se assiste à automação, a qual já começou nas caixas tipo “self-service” dos supermercados e restaurantes e irá continuar muito em breve com os barmans nos hotéis e restaurantes a serem substituídos por robôs como o “Makr Shakr” (https://www.youtube.com/watch?v=Q2cMgJmMt4I).
Enquanto isso os políticos do mundo desenvolvido, do alto da sua privilegiada cúpula adiam medidas como o Rendimento de Cidadania (ou Rendimento Básico Universal – http://rendimentobasico.pt/), das mesma forma que adiam, desde os anos 80 do séc. XX, medidas concretas e juridicamente vinculativas, a uma escala global, contra o Aquecimento Global e as Alterações Climáticas.
Baby boomers e Geração X fecham-se perante a realidades fria dos factos e dos números, escudando-se nos privilégios de que beneficiam e ignorando o corrupto legado que deixam aos seus filhos e netos, fruto de uma lógica Keynesiana de que “no longo prazo estamos todos mortos”, ignorando que um dia esse “todos” pode ser a própria Humanidade. De todo o debate em torno da temática das implicações relacionadas com a automação e inteligência artificial pode dizer-se que os políticos agem como verdadeiros privilegiados, escravos dos benefícios que para si próprios criaram, e que os tornam arrogantes perante a necessidade da adaptação rápida a um futuro que chega já daqui a dois mandatos presidenciais.
No entanto, esquecem-se que essa mesma arrogância apenas promove injustiças futuras e que com isso lançam as sementes das quais brotaram ruína socioeconómica. Esta arrogância mostram o quão maus administradores são os políticos, procurando sempre adiar decisões (em funções de votos futuros), pedindo um sem fim de comissões e relatórios sobre os assuntos, apenas para acumular um sem número de provas que possam desculpar quaisquer eventuais erros futuros.
A continuar esta trajetória de indecisão e constante hipotecar do bem-estar socioeconómico de gerações futuras, a única memória histórica que estas gerações farão dos políticos de hoje em dia, os quais anseiam por imortalidade no anais da história do seu próprio país, será a de tiranos auto-indulgentes. Fica por isso a questão, vamos nós, Madeirenses e Portugueses, esperar por “santos milagreiros” que já aqui andam desde o 25 de Abril?
P.S.: Quanto ao Governo Regional abrir concurso para contratar 130 assistentes operacionais para as escolas da Madeira recomendo que pesquisem no Google pelo vídeo da AJ+ com o título “Japanese Students Clean Classrooms To Learn Life Skills” (https://www.youtube.com/watch?v=jv4oNvxCY5k).
P.P.S.: Quanto ao tema aqui abordado sugiro que procurem pelos discursos do candidato democrata à presidenciais americanas de 2020, Andrew Yang.
in JM-Madeira
