
Nesta edição da Google I/O ficou patente de como a Inteligência Artificial, de acordo com Marvin Chow (Vice-Presidente da Google para o Marketing Global), terá um impacto disruptivo no nosso dia-a-dia. Para Marvin Chow, a Inteligência Artificial, tem, neste momento uma capacidade intelectual de uma criança de 4 anos. No entanto, esta mesma “criança de 4 anos” será a “assassina” dos atuais políticos profissionais.
Tomemos o exemplo da tecnologia de previsão de cheias assente em Inteligência Artificial, a qual, para além de lançar um alerta com base em dados meteorológicos para a população, prevê, com base em modelos hidrográficos, as potenciais áreas afetadas em caso de cheia. Com esta tecnologia populações inteiras poderão, não só ser evacuadas em tempo útil, como também avaliar o eventual impacto de gestão danosa do ordenamento do território por parte dos seus políticos ou a boa gestão do mesmo em termos de atempada evacuação.
Se extrapolarmos a capacidade de avaliação da Inteligência Artificial no caso das cheias para a “arena” orçamental, saúde, educação, agricultura e recursos naturais, mediante a introdução de parâmetros e objetivos de crescimento e bem-estar social, rapidamente chegaremos à conclusão de que a má gestão económica do país decorre da incompetência de muitos políticos profissionais que por cá andam desde o 25 de Abril de 1974.
Com a Inteligência Artificial a tomar decisões, ainda que mediante aprovação Humana, os políticos profissionais deixarão de se justificar com “a culpa a Administração anterior” ou com a “culpa morre solteira”. Populações inteiras de uma Democracia auxiliada pela Inteligência Artifical terão acesso a relatórios e a um conjunto de dados que os políticos deixarão de poder manipular para proveito próprio.
A Inteligência Artificial será não só a morte do “middle-man”” no setor dos negócios, mas também a morte do tacitismo do político profissional. Num futuro não muito distante os políticos serão os meros executores de políticas desenhadas e definidas democraticamente, com o input da Inteligência Artificial, impedindo gestores executivos (políticos), de se escudar no jogo da demagogia e da parábola.
O único obstáculo à morte dos políticos profissionais são eles próprios. Competindo por isso aos eleitores escrutinar aqueles que estão no poder e eleger aqueles que se queiram “suicidar” em benefício da era da Inteligência Artificial enquanto servidora da Causa Pública.
in JM-Madeira
