O Problema da Imagem do CINM II



A 10 de Junho de 2019, o Representante da República, o Juiz Conselheiro Ireneu Barreto, proferia que era necessária “força e determinação […] na defesa do Centro Internacional de Negócios da Madeira”. E a 4 de Abril deste mesmo ano escrevia eu, nesta mesma coluna: “Impõe-se uma política concertada entre ACIF-CCIM, Governo Regional, SDM e da dormente APCINM (Associação de Profissionais do Centro Internacional de Negócios da Madeira). A promoção, lobby, e sobretudo a defesa do regime fiscal, por nós alcançado, junto das instituições, stakeholders e parceiros europeus e nacionais tem que ser constante, incisiva e coordenada.” 


 



  • Mas uma rápida pesquisa por Zona Franca da Madeira na opção de notícias do Google devolve títulos como: 

  • “O ideal era acabar com a Zona Franca da Madeira”, diz António Maia – Jornal de Negócios

  • Zona Franca da Madeira serve essencialmente para “um esquema de lavagem de dinheiro”, acusa Ana Gomes – Jornal Económico 

  • “Portugal continua a ter um offshore” – Público 

  • Bruxelas tem mais suspeitas de ilegalidade no offshore da Madeira – TVI24

  • Uma reputação por 122 milhões – Público



A lista é extensa e continua, mas só demonstra uma coisa: a inépcia em termos de gestão de imagem e de reputação do CINM junto da comunicação social nacional. É inconcebível como os stakeholders regionais tenham permitido vingar o “Pedro e o Lobo” relativamente ao CINM.

 

É inconcebível, que a ferramenta primordial do desenvolvimento económico regional nas próximas décadas, a par do turismo, seja posta em causa por “economistas” de trazer por casa e “jornaleiros” a soldo de ideologias de Esquerda, que mais não fazem do que se auto-promover à custa de prejudicar a imagem, estabilidade e seriedade do CINM.

 

É inconcebível, que depois de todos os abalos que o CINM tem sofrido, ao longo de 30 anos, Governo Regional, ACIF-CCIM, SDM, APCINM e demais stakeholders não se tenham unido para, junto desta comunicação social nacional sedenta de lucro e de entretenimento, combater a “máfia” da desinformação do CINM.

 

Volto a repetir: “as relações públicas, e por extensão o marketing do CINM não podem basear-se numa óptica meramente reativa. SDM, Governo Regional e demais stakeholders necessitam de coordenar e partilhar esforços, tornando as relações públicas do CINM mais proativas do que reativas. Qualquer argumento esgrimido contra o CINM seja a nível Europeu, nacional ou regional tem de ser prontamente respondido à letra e refutado, na hora.”

 

Na era do imediato, do digital e das redes sociais, ganha aquele que reagir mais depressa, assim a imagem do CINM, e consequentemente o seu futuro, não pode nunca ser moldada por mentirosos.

 



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