
Total e Plena Reciclagem da Água dos Esgotos (NEWater) – Singapura é pioneira a nível mundial na reciclagem total da águas dos seus esgotos, dados os parcos reservatórios naturais do país e a necessidade de assegurar um abastecimento à população sem depender dos seus países vizinhos. Esta água reciclada/reclamada cumpre com todos os requisitos da Organização Mundial de Saúde podendo, por isso, ser usada para uso doméstico como aliás acontece na realidade. 82% dos singapurenses aprova o seu consumo e em 2060 corresponderá a 30% do abastecimento de água daquela nação.
Ora verificando-se uma cada vez menor precipitação na Madeira e o crescente impacto das alterações climáticas, pergunto-me porque não avançou o Governo Regional com plano semelhante (certamente teria o apoio e os fundos da UE). Até em Canárias já usavam a água do esgoto para regar os espaços públicos verdes na década de 90.
Carros Eléctricos – os seguintes países irão proibir os carros de combustíveis fósseis: Noruega (em 2025), Irlanda (em 2030), Países Baixos (em 2030), França, Reino Unido e Alemanha (em 2030), enquanto que a China está a impor taxas sobre as matrículas de carros movidos a combustíveis fósseis na ordem dos 10.000 dólares americanos por ano.
Tanto a Madeira, como o Porto Santo, poderiam há muito ter-se tornado em hubs de veículos elétricos, quer através da sua proibição e elevada tributação (como já acontece na China), quer através de reais incentivos à sua compra e disponibilização de pontos de abastecimento de veículos elétricos suficientes por toda a ilha. A própria orografia da ilha permitiria atrair, testar e melhorar a performance de veículos elétricos, enquanto que o seu impacto ambiental, nomeadamente em termos atmosféricos e sonoros, poderia reforçar a competitividade da Região em termos turísticos, em termos da captação de tecnológicas e engenheiros do setor (em especial se tivermos em consideração os benefícios fiscais existente para empresas, CINM, e expatriados qualificados, Regime dos Residentes Não-Habituais).
Enquanto Governo Regional, partidos políticos, Universidade da Madeira, ACIF-CCIM e demais stakeholders não se juntarem para abordarem, coletivamente, as possibilidades inerentes de inovação e investigação científica na área ambiental, todo um potencial ramo de diversificação económica da Região é posto de parte.
Objectivos de longo prazo, nomeadamente os referentes às alterações climáticas, ao ambiente, e à investigação científica, não podem ser adiados ou postos de parte simplesmente por que não se traduzem em resultados imediatos.
in JM-Madeira
