
Como monarca absoluto de Omã, Sua Majestade utilizou os fundos providenciados pela descoberta de petróleo para catapultar, em 2010, o seu país em 40 lugares no Índice de Desenvolvimento Humanos da ONU, colocando à frente da China (hoje a segunda maior economia do mundo).
Escolas e hospitais foram construídos e uma infraestrutura moderna foi estabelecida com centenas de quilómetros de novas estradas pavimentadas. Uma rede de telecomunicações moderna foi estabelecida, projetos para um porto e aeroporto que haviam começado antes de seu reinado foram concluídos e um segundo porto foi construído, e a eletrificação do seu país foi alcançada. Os seu Governos procurou novos recursos hídricos (recorrendo à dessalinização) e incentivou fortemente a iniciativa privada. Bancos, hotéis, companhias de seguros e os média começaram a aparecer à medida que o seu país se desenvolvia economicamente. Foi também durante o seu reinado que o rial omanense foi estabelecido como moeda nacional, substituindo a rupia indiana e o thaler de Maria Theresa. Mais tarde, foram construídos portos adicionais e foram abertas Universidades. Mas o acto mais importante do reinado de Sua Majestade, o qual ocorreu no seu primeiro ano no poder, foi a abolição da escravatura.
No campo internacional, Sua Majestade optou por uma política externa, coerente ao longo de 29 anos de reinado, baseada na independência (Movimento dos Países Não Alinhados), feito que lhe permitiu tornar esta país do Golfo Pérsico numa espécie de Suíça e capaz de manter relações com países de grupos que se odeiam (i.e.: Irão, Israel, EUA, Arábia Saudita e os rebeldes Houthis do Iémen).
Amante da música clássica ocidental e tradicional omanense, funda, em 1986, a sua própria orquestra sinfónica com 120 membros (tendo todos eles omanenses que concorreram, ainda em crianças, a um lugar na orquestra), que normalmente o acompanhava quando viajava.
O patronato da música clássica reflecte-se ainda na Real Casa de Ópera de Muscat (com capacidade para 1100 pessoas), cuja construção terminou em 2011, detentora do maior órgão móvel do mundo e de um dos melhores cartazes culturais e musicais internacionais, o qual inclui ópera, concertos de música clássica, ballet, etc…
Amado pelos omanenses, Sua Majestade o Sultão o Qaboos bin Said Al Said, deixa uma país socioeconomicamente saudável, pacífico, destino turístico de luxo, amante da cultura e uma visão de desenvolvimento sustentável (Omã 2040). Vítima de doença prolongada, sucede-lhe no trono o seu primo, Sua Majestade o Sultão Haitham bin Tariq Al Said. Sua Majestade, o atual Sultão de Omã, que serviu como Secretário-Geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e depois como Ministro do Património e Cultura.
“Quanto mais o pensamento se torna diverso, aberto e livre de fanatismo, mais se torna uma base correta e sólida para a construção de gerações, o progresso das nações e o avanço das sociedades. A inflexibilidade, o extremismo e a imoderação são o oposto de tudo isso, e as sociedades que adotam tais idéias carregam consigo as sementes de sua destruição final.” – S.M. o Sultão Qaboos bin Said Al Said de Omã
in JM-Madeira
