Enquanto Teerão investe anos a financiar milícias, a fomentar guerras por procuração e sabotar a estabilidade de vizinhos, e agora, alegadamente, se aproxima do limiar nuclear, a Europa hesita em reconhecer a realidade óbvia: o beligerante chama-se Irão, não Israel.
Estando Israel, rodeado por inimigos que não escondem a sua intenção de apagá-lo do mapa, este responde com a frieza clínica de quem não pode errar duas vezes. No entanto, nos corredores da política externa da UE, reina a indecisão.
O Conselho não chega a consenso sobre a legitimidade da autodefesa israelita. E a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, sem mandato formal nessa matéria, diz o que Bruxelas não ousa escrever: Israel tem o direito de se proteger. Uma verdade elementar, mas que hoje exige coragem para ser pronunciada.
Este conflito é também o prenúncio de um risco mais tangível: a próxima vaga migratória. A fonte da Euronews foi clara: “dois ou três milhões de iranianos aparecerão à porta da Europa”. E quem ousará detê-los, quando os portões já foram escancarados tantas vezes?
A Europa não pode continuar a “importar” massas humanas que não partilham o seu ethos civilizacional. Não é racismo. É conservação. A experiência multicultural, conduzida como dogma, não como ciência, fracassou.
É tempo de uma política migratória de alta precisão, que aceite: médicos, engenheiros, cientistas (os que salvam vidas e acrescentam valor); académicos e artistas (os que contribuem para o espírito europeu); pessoas LGBT+, Cristãos e Zoroastrianos perseguidos (porque civilização também é proteção das minorias).
O resto dos “refugiados”, por mais trágico que seja, deve encontrar refúgio noutros lugares, mais próximos, mais compatíveis do ponto de vista civilizacional, cultural e religioso.
A Europa não é uma esponja que tudo absorve, é uma civilização. E civilizações, quando abdicam de se defender, morrem.

